sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contrastes

        

     Hoje estava ouvindo o novo trabalho do Ed Motta, chamado Piquenique, e uma das faixas ele divide com Maria Rita. A música chama-se “A Turma da Pilantragem” e como o próprio Ed disse em entrevista concedida ao Jô Soares, é uma espécie de homenagem a Carlos Imperial  e Nonato Buzá, que no final da década de 60 montaram uma banda com o mesmo nome. Esse disco traz de volta o lado pop do cantor e o diferencial é que a maioria das músicas é da autoria dele e sua esposa Edna.


      Mas voltando a música, ao ouvir Ed Motta e Maria Rita, na animada “A Turma da Pilantragem” me remeti a Elis Regina e Tim Maia cantando “These Are the Songs”. Rapidamente me peguei relendo a passagem em que Nelson Motta relata na biografia de Tim “Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia”, o inusitado encontro da Pimentinha com o polêmico síndico.


     Pra quem não sabe, quando eles gravaram essa música em 1969, Tim ainda era quase um desconhecido, e quando Nelson Motta reuniu os dois, Tim apresentou a música para Elis que ficou encantada, os dois chegaram até a disputar quem faria a primeira ou a segunda voz, pois segundo Nelson Motta, eram duas personalidades muito fortes. Mas o talento falou mais alto, o entrosamento foi perfeito e a música ficou linda.



    
     E agora, mais de 40 anos depois, vem Ed Motta com heranças de Tim, e Maria Rita, que chegou tímida, temendo ser comparada a Elis, e se reúnem para uma canção que homenageia justamente a época em que mãe e tio entraram no estúdio pela primeira vez juntos, selando uma parceria que rendeu décadas.



     Definitivamente, só mesmo o tempo é capaz de nos proporcionar momentos tão únicos quanto esses.




A Turma da Pilantragem

Ed Motta

Composição: Ed Motta e Edna Lopes
 
Essa pilantragem que
Eu quero com você
Eu tô com vontade de
Fazer pra te prender

Você puxa o meu cordão e
“vamo vê o que dá”
Já que é pra mostrar
Deixa eu tirar
O filtro solar
Quero passar

Isso é uma massagem que eu
Faço em você
É muito gostoso mas
Ninguém pode saber

Que delícia de merengue
Eu quero tocar
Eu quero provar
Me lambuzar
O filtro solar
Pra não queimar

Para de rir
Que assim eu fico sem graça de ti
Passa rápido demais e eu quero mais
Chega pra cá e me dá, ai, ai, ai…

These Are The Songs (com Elis Regina)

Tim Maia

Composição: Tim Maia
 
These are the songs
I wanna sing
These are the songs
I wanna play
I will sing it every (little) time
And I will sing it every day (Now listen here)

These are the songs
That I wanna sing and play

Esta é a canção que eu vou ouvir
Esta é a canção que eu vou cantar
Fala de você, meu bem
E do nosso amor também
Sei que você vai gostar

Fonte: wikipédia, letras.terra, Livro: "Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia" de Nelson Motta

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Trihas Sonoras

Se tem uma coisa que marcou época nas décadas de 80 e 90 foram as novelas e mini-séries. Que atire a primeira pedra aquele que não acompanhou, que seja um só capítulo, dos famosos folhetins globais. E para o complemento não podia faltar, além de galãs e mocinhas, as trilhas sonoras.

Muito da admiração que tenho por alguns artistas vieram daquela época. E algumas músicas  impregnaram tanto em minha mente que até hoje lembro exatamente as cenas e os personagens que elas acompanhavam.

Tinha a Ana, papel da Isabela Garcia, na novela "Bebê a Bordo" que corria pra todo o canto com a Heleninha nos braços embalada pelo som de "Ô Beco" dos Paralamas do Sucesso; a abertura de Vale Tudo, com a Gal, pedindo para o Brasil mostrar a cara na letra de "Brasil" de Cazuza; Luiz Melodia e o "Codinome Beija Flor", também de Cazuza, em uma das cenas de amor mais bonitas que vi, com Angelo Antonio e Leticia Sabatela em "O Dono do Mundo"; Lua e Flor, tema de Sassá Mutema, vivido por Lima Duarte, apaixonado pela eterna professorinha Clotilde de Maitê Proença em "O Salvador da Pátria" e Viviane Pasmanter, que era a "Ovelha Negra" de Rita Lee em "Mulheres de Areia".

A lista é grande e as lembranças não se perdem, hoje a qualidade das novelas não é mais a mesma, e por mais que tentem, as trilhas já não tem mais tanto significado como tinham naquela época.






Trilhas que ainda me acompanham:

Alegria Alegria - Caetano Veloso - Anos Dourados (1986)
Sassaricando - Rita Lee - Sassaricando (87/88)
Brasil - Gal Costa - Vale Tudo (88/89)
Faz Parte do Meu Show - Cazuza - Vale Tudo (88/89)
Ô Beco - Paralamas do Sucesso - Bebê A Bordo (88/89)
Lua e Flor - Oswaldo Montenegro - O Salvador da Pátria (1989)
Oceano - Djavan - Top Model (89/90)
A Francesa - Marina Lima - Top Model (89/90)
Querida - Tom Jobim - O Dono do Mundo (91/92)
Codinome Beija Flor - Luiz Melodia - O Dono do Mundo (91/92)
Entre a Serpente e a Estrela - Zé Ramalho - Pedra sobre Pedra (1992)
Ovelha Negra - Rita Lee - Mulheres de Areia (remake - 1993)
Catedral - Zélia Duncan - A Próxima Vítima (1995)
Malandragem - Cássia Eller - Malhação (1ª Temporada - 1995)






Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...

E sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...

Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
Fonte: wikipédia, letras.terra

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em tons de Aquarela


Toquinho é um artista que admiro muito, e sempre que ouço suas músicas, fico imaginando ele tão jovem, ao lado do grande Vinicius de Moares, diferentes gerações, dividindo talentos. É uma época que eu gostaria muito de ter visto, pois a parceria rendeu obras lindíssimas.

  
"Do que mais sinto falta, mesmo, é do lado humano, da amizade. Vinícius me faz muita falta como pessoa. Sinto falta do amigo, do irmão que eu tinha nele." (Toquinho)

Além de Vinicius, Toquinho trabalhou com outros importantes nomes da música, aos 17 anos, compôs junto com seu amigo Chico Buarque, sua primeira canção “Lua Cheia”, e logo em seguida, com Jorge Ben a famosa “Que Maravilha!”.

Pra mim, e acho que para muitos da minha época, a marca registrada de Toquinho é “Aquarela”, e o grande responsável por isso, talvez tenha sido a famosa propaganda da marca Faber Castell da década de 80. Propaganda esta considerada até hoje como um dos comerciais mais marcantes e inovadores da publicidade brasileira.

E para afirmar que grandes nomes da música devem ser sempre lembrados e homenageados, amanhã será lançado pela editora Leya, o livro "Histórias de Canções: Toquinho", escrito por Wagner Homem e João Carlos Pecci (irmão de Toquinho).

Em breve pretendo adquirir meu exemplar, e assim que ler volto aqui para contar um pouco dessas histórias, que certamente vale muito a pena conhecer.

Aquarela

Toquinho

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
 
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

Fonte: toquinho.com.br (site oficial), youtube, letras.terra

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quem são eles?


Para aqueles que não conseguiram dintinguir, não conhecem ou gostariam de saber por onde andam, resolvi desmembrar a capa do meu caderno de músicas e falar um pouquinho de cada artista:

Barão Vermelho: famosa banda de rock dos anos 80, onde Cazuza iniciou carreira. Desde 2007 a banda não faz mais apresentações, mas seus integrantes tem trabalhado em projetos solo.

 Tina Turner (acima, a direita): Considerada na década de 80 como a "Rainha do Rock" e em 90 como a "Rainha do Pop", é conhecida por sua voz inconfundível. Reapareceu em 2008 com uma nova turnê e no final do mesmo ano lançou uma coletânea com duas músicas inéditas.




Landro e Leonardo: dupla sertaneja da década de 90, com mais de 17 álbuns lançados, recordistas em vendas de discos, mais de 25 milhões, e uma das maiores e mais apaixondas legiões de fãs.
A dupla chegou ao fim em junho de 1998, quando Leandro (blazer azul), morreu vítima de um câncer.
Leonardo seguiu carreira solo e com mais de 10 álbuns lançados  permanece na ativa dando continuidade ao trabalho iniciado pela dupla.




Caetano Veloso (acima, a esquerda): considerado como um dos melhores compositores do século XX, começou interpretando canções da bossa nova e na década de 60 fez parte do movimento da Tropicália. Atualmente está em turnê pelo exterior com o show "Obra em Progresso" exibido no Brasil em 2008.


Evandro Mesquita (abaixo a esquerda): membro da banda Blitz e ator, saiu do grupo teatral "Asdrúbal Trouxe o Trambone" em 70 e fez grande sucesso, nos anos 80, com a Blitz, uma das bandas de rock mais populares da época. Atualmente está na TV com o personagem "Paulão da Regulagem" no seriado "A Grande Família" da Rede Globo, e ainda faz shows com a banda Blitz.

Angélica: começou na TV ainda criança, fez sucesso com programas infantis nas décadas de 80 e 90, além de lançar 13 álbuns. Em meados de 90 entrou para a Rede Globo, onde está até hoje no ar, desde 2001 como apresentadora do quadro "Vídeo Game" do programa "Vídeo Show" e em 2006 passou a apresentar também o programa "Estrelas", exibido pelo mesmo canal.

Mamonas Assassinas: banda de rock cômico que apareceu em 1995, com uma mistura de punk rock e influências de gêneros populares, tais como forró, sertanejo, além de heavy metal, rock progressivo e música portuguesa. Com um sucesso estrondoso que durou menos de 7 meses, a banda chegou ao fim tragicamente em 96, ao sofrerem um acidente de avião, onde morreram todos os integrantes.

Tim Maia: (acima a esquerda): pioneiro na introdução do estilo soul na MPB e um dos maiores ícones da música brasileira. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos como "Azul da Cor do Mar", "Não Quero Dinheiro" entre muitas outras. Começou carreira em 57, mas estourou mesmo nos anos 70 e 80. Faleceu em 1998 vítima de uma parada cardiorespiratória, mas de lá pra cá continua sendo lembrado em homenagens que vão desde especiais na TV, regravações de músicas e o lançamento de sua biografia, escrita por seu amigo Nelson Motta em 2007, intitulada "Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia".

Latino: fez sucesso na década de 90, com a popular "Me Leva", e em 2000, quando reapareceu cantando "Festa no Apê".


Xuxa: famosa apresentadora de programas infantis da década de 80, gravou mais de 15 álbuns, e atualmente apresenta na TV Globo o programa "TV Xuxa" e lançou recentemente o CD e DVD "Xuxa só para Baixinhos 10"

Gabriel o Pensador (meio): rapper e compositor brasileiro, apareceu em 1992 com a polêmica: "Tô Feliz (Matei o Presidente)", tem 7 álbuns na carreira, sendo o último lançado em 2008. Sua última aparição na mídia foi como jurado do concurso "Soletrando" do programa "Caldeirão do Huck" da TV Globo.

Elton John (canto direita): começou a tocar piano com três anos de idade e na década de 70, aos 23, logo que surgiu, foi considerado como um dos maiores astros do rock do planeta. Em 2009 esteve em turnê no Brasil, e este ano juntamente com Leon Russel, lançou o álbum "The Union".

Zezé di Camargo: faz dupla com seu irmão Luciano e é ídolo da música sertaneja (ver Zezé di Camargo e Luciano, abaixo).

Renato Russo: Considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro, começou na banda Aborto Elétrico, mas foi em 82 que iniciou o sucesso com a Banda Legião Urbana. Morreu em 96 em consequencia do vírus HIV e em 2011 começam as filmagens de um filme contando a história de sua adolescência.






Maurício Mattar: começou na TV em 85, como ator na novela "Roque Santeiro" da TV Globo, mas em meados de 90 resolveu arriscar na carreira de cantor, lançou alguns discos, mas depois voltou a atuar. Seu último trabalho foi este ano, no seriado "Na forma da lei", também da TV Globo.












Paralamas do Sucesso: banda de rock que surgiu no final dos anos 70 de maior popularidade e prestígio no Brasil da década de 80, juntamente com Titãs, Barão Vermellho e Legião Urbana.
Em 2001 o vocalista Hebert Vianna sofreu um acidente de helicóptero que o deixou paraplégico, mas o trabalho da banda não parou, em 2009 lançaram o último álbum "Brasil Afora".







 Jorge Ben Jor (de óculos, esquerda):  com estilo característico sua música tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão com características do rock, soul e funk norte-americanos, além de influência árabes e africanas oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia.
Regravado e homenageado por várias gerações, seu primeiro álbum "Samba esquema novo" foi lançado em  1963 e o último trabalho "Recuerdos de Asuncion 443" em 2007.

 Paulo Ricardo (canto direita): ex integrante da banda de punk rock RPM, sucesso dos anos 80, iniciou carreira solo em 89 com o álbum "Paulo Ricardo" e seu último trabalho foi em 2006 com o CD "Prisma".




Cidade Negra: banda de reggae, com influências do soul e do pop rock, surgiu no início de 90, lançando 8 álbus. Em 2008 o vocalista Tony Garrido anunciou sua saída, mas o restante da banda deu continuidade aos trabalhos, lançando este ano o útltimo CD de nome "Que Assim Seja".








Skank: formada em 91 a banda mineira começou de forma independente com o álbum "Skank", que tamanho sucesso, foi relançado em 93, pela gravadora Sony Muisic. Os singles "O Homem Que Sabia Demais", "Tanto" e "In(Dig)Nação" estouraram e o álbum vendeu mais de 120 mil cópias. O último trabalho da banda foi o CD "Multshow Ao Vivo" lançado este ano.


You Can Dance: grupo de bailarinos lançado no exitnto programa "Planeta Xuxa"em meados de 90. O quarteto cantava e dançava, além de fazer coreografias que eram dançadas junto com a apresentadora Xuxa. Dos quatro, Fly, (acima a direita), é o único que ainda  permance em destaque na mídia, como coréografo do programa Caldeirão do Huck na TV Globo.


Lulu Santos: (esquerda)  iniciou carreira em 81 gravando "Tesouro da Juventude" com o parceiro Nelson Motta. Com mais de 20 álbuns lançados é dono de grandes sucessos como "Tempos Modernos", "Último Romântico" e "Assim Caminha a Humanidade". Em 2010 lançou o álbum "Lulu Acústico MTV II" .

Fábio Junior: seu primeiro álbum foi lançado em 1975 de nome "Fabio Jr", e suas aparições na TV Tupi, na época, alavancou sua carreira, não só na música, mas também na dramaturgia. Tem mais 16 de trabalhos, entre novelas e seriados no currículo, além de 25 álbuns lançados, sendo o último de 2009 de nome "Românticos"







Michael Jackson: começou a cantar e dançar aos cinco anos de idade e em meados de 60 montou com os irmãos os Jackson 5.
No início dos anos 70 iniciou carreira solo, tendo cinco de seus álbuns de estúdio como os mais vendidos de todos os tempos: "Off the Wall", "Thriller", "Bad", "Dangerous" e "History". Conhecido mundialmente como o "Rei do Pop", morreu em 2009, vítima de uma parada cardiaca, época em que estava ensaiando uma nova turnê.




     







Patricia Marx: ex integrante do grupo Trem da Alegria, sucesso infantil dos anos 80. Em 87 gravou seu primeiro disco solo e este ano lança, junto com Bruno E., seu marido, o CD Patricia Marx e Bruno E.













Netinho: cantor baiano começou na Banda Beijo que despontou no carnaval de 86. Em 93 iniciou carreira solo e lançou sucessos de época como " Menina" e "Milla". Seu último álbum "Minha Praia" foi lançado em 2008.











Roberto Carlos: é um dos mais populares e reconhecidos ícones da música brasileira no mundo, sendo denominado "O Rei". Em 61 lançou "Louco por Você" seu primeiro álbum, de lá pra cá já foram mais de 40, tendo vendido mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo. Se último trabalho foi o CD e DVD "Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim", lançado em 2008.

Zezé di Camargo e Luciano: dupla sertaneja que teve início em 91 com o lançamento do álbum "É o Amor". Em 2005 os irmãos tiveram suas vidas retratadas no filme "Dois Filhos de Francisco", assistido por mais de 5 milhões de pessoas. Já lançaram mais de 21 trabalhos, sendo o último o álbum duplo "Doble Face".

Fonte: wikipédia

Paixão antiga

Eu não sei dizer exatamente quando tudo começou, só sei que a música acompanha a minha vida desde que me entendo por gente. Desde as canções que só minha mãe sabia, até aquelas que tocavam na vitrola azul portátil com rádio AM que tínhamos, e que ficava pendurada na parede do quarto onde ela costurava.

Dali o que eu mais me lembro, são das vinhetas da rádio Globo, do “Oi Gente” do Eli Corrêa, que, por incrível que pareça, está no ar até hoje, e de alguns clássicos das antigas como “A festa dos insetos (a pulga e o percevejo)” de Gilliard e “A praça” de Ronnie Von. 

Depois, com a chegada do tão esperado "três em um", as fitas K7 e a FM, pude conhecer outros estilos, e aos poucos ir refinando o meu gosto musical que já passou por sertanejo, pagode, axé, pop, lambada, rock e hoje está entre pop/rock, samba e MPB.

Por volta dos meus 14 anos eu passei a fazer as famosas coletâneas em fitas K7, passava horas na frente do rádio esperando tocar aquela música tão esperada, para gravar e depois como se não bastasse, rebobinar tudo, e voltar quantas vezes fosse necessário para poder transcrever as letras.

Quando decidi pelo tema música para escrever o blog, não imaginei que iria ter tanto “pano pra manga” e tantas histórias pra contar sobre tudo e qualquer coisa que diz respeito a ela. E buscando ideias para escrever por aqui, me lembrei do meu caderno de músicas, montado especialmente para minhas transcrições. E como é sempre bom ter um “baú” de memórias, corri até minhas tralhas e o encontrei no fundo de uma caixa. 

Como meu gosto na época era bem variado, nele tem de tudo um pouco, desde clássicos como “Vitoriosa” de Ivan Lins, passando por “Estou apaixonado” de João Paulo e Daniel, e ”Meu coração é teu” de alguém chamado, Royce do Cavaco, (não me lembro de já ter gostado disso). Mas tem também, aqueles que me acompanham até hoje como Zélia Duncan, Djavan, Marisa Monte, Raul Seixas, Zé Ramalho, entre muitos outros.

Agora, o mais bacana desse caderno é a montagem que fiz na capa, que reflete perfeitamente tudo que eu gostava na época, além é claro da letra desalinhada, das palavras erradas, por não compreender o que estavam dizendo e do jeito que eu escrevia as letras, que como um amigo me disse uma vez, parecia uma carta. E principalmente a saudade daquele tempo tão especial que só quem viveu junto sabe o quanto marcou. 



Pétala

Djavan

Composição: Djavan
 
O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...

Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!!...(3x)

Fonte: letras.terra

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Radarmaníacos




Se tem uma coisa que não me canso, é de ouvir música. Trabalho seis horas com fones de ouvido, editando áudios e monitorando notícias, mas ao sair de lá, é de lei, recolocar os fones e ligar o celular, que tem rádios cativas salvas e como se não bastasse, um cartão de memória de 8gb com mais de 1000 músicas.

Mas foi justamente no ambiente de trabalho que descobri algo que vai além da boa e velha música, numa manhã estava eu apurando as notícias culturais do programa Galeria da Rádio Cultura Brasil AM, quando em um intervalo anunciaram que às 15h daquele mesmo dia, no programa Radar, haveria uma entrevista com Lenine. 

Na hora fiquei empolgadíssima, afinal a tarde ainda estaria na empresa e poderia passar o tempo ouvindo ótimas histórias com o sotaque que só Lenine tem. Para não esquecer o horário, coloquei um alerta no celular e pontualmente me conectei a rádio. E qual não foi minha surpresa quando descobri que além de ouvir um dos meus ídolos, eu podia vê-lo na câmera posta dentro do estúdio e ainda por cima fazer perguntas e discutir outros assuntos com toda uma turma de ouvintes conectados no chat da rádio.

Naquela tarde o chat ferveu, tamanha era a excitação dos fãs em querer fazer perguntas ao carismático Lenine, passada a euforia e terminada a entrevista desconectei e voltei ao trabalho.

Por um período acabei esquecendo o tal programa Radar, até que, num outro dia, buscando informações no site, vi que naquela tarde haveria entrevista com Hyldon, famoso por “Na rua, na chuva, na fazenda (Casinha de Sapê)”. Mais uma vez me vi colocando alerta no celular e me conectando ao programa que, a partir dali, viria para mudar a minha vida. 

O chat não estava tão cheio como da primeira vez, era sexta-feira e as pessoas além de perguntas a Hyldon podiam pedir música, e claro, bater papo. Em pouco tempo estava totalmente inteirada aos internautas, e para a minha surpresa, também a âncora Teca, que respondia as minhas perguntas e tocou a música que eu pedi.

De lá pra cá não preciso mais de alerta no celular, automaticamente já me conecto a rádio assim que o Radar começa e cumprimento todos meus amigos radarmaníacos, Teca, Claudia, Roberta (miss Ribeirão), Flávio, Robson (lá de Mato Grosso do Sul), Ana, Elis, Lene, Totiy, Eduardo Baptistão, (ele mesmo, o caricaturista do Estadão) e tantos outros que vira e mexe aparecem por lá.

E por que o programa mudou minha vida? Porque ele foi o principal responsável pela existência desse blog, primeiro porque a música é seu principal instrumento, e eu me vi mais antenada do que nunca a ela, principalmente quando me peguei cheia de ideias para criar as Playlists que o espaço disponibiliza e que com grande número de votos pode ir ao ar. Depois, porque numa conversa com meus novos amigos, falei do meu prazer pela escrita e fui mais do que incentivada por todos eles a divulgar as minhas criações.

Pois foi isso, numa junção de “fome com vontade de comer” e tendo como empurrão um programa inovador e porque não transformador, e ainda por cima, de uma mídia que sou apaixonada, o rádio, virei não só uma nova blogueira, mas principalmente uma nova e eterna radarmaníaca.


 

Pela janela do meu quarto...

Lembro bem quando ouvi no rádio pela primeira vez “Quando o sol bater na janela do teu quarto”  e fiquei imaginando quem seria o homem com aquele vozeirão todo. Em minha mente vinha alguém a la Tony Tornado, mas me surpreendi quando vi sua imagem num programa Vídeo Show da TV Globo, aquele rapaz mirrado, cheio de gestos e olhos expressivos era a lenda Renato Russo.

De lá pra cá muitas canções fizeram parte da minha vida, “Pais e Filhos”, “Será”, “Há Tempos” e tantas outras.

Uma pena sua voz inigualável ter se calado tão cedo, com apenas 36 anos ele se foi e deixou sua Legião de fãs órfãos, mas suas obras permaneceram. E como ele mesmo dizia em uma de suas letras, “os bons morrem jovens”.

Agora vem por aí um filme contando um pouco de sua adolescência, período em que compôs hits como “Que País é este?” e “ Geração Coca Cola”.  O filme de nome “Somos tão jovens” é do cineasta Antonio Carlos da Fontoura e começa a ser filmado em abril do próximo ano. 

Histórias pra contar a gente sabe que tem, então vamos esperar que essa homenagem ao grande ídolo do rock seja tão linda quanto suas músicas poéticas.

Quando O Sol Bater Na Janela Do Teu Quarto

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá
 
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto,
Lembra e vê
Que o caminho é um só,

Porque esperar
Se podemos começar
Tudo de novo?
Agora mesmo,

A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance,
O sol nasce pra todos,
Só não sabe quem não quer,

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto,
Lembra e vê
Que o caminho é um só,

Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor,
E toda dor vem do desejo,
De não sentimos dor,

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto,
Lembra e vê
Que o caminho é um só.


Os Bons Morrem Jovens

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais

Quando eu lhe dizia
Me apaixono todo dia
É sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse
Eu gosto de você também
Só que você foi embora...
Cedo demais!

Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...

Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!
E cedo demais...

Eu aprendi a ter
Tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz...
Do resto não sei dizer

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.

Cedo demais!

Fonte: G1, letra.terra