domingo, 29 de maio de 2011

O poder do tempo...

Ver uma lenda nos palcos é certamente uma das melhores experiências que se pode ter. Assim foi com Erasmo Carlos, que se apresentou no último sábado, 21 no placo da Comedoria do Sesc Belenzinho.


Erasmo, em turnê com seu último CD “Rock´N´Roll”, vencedor do Prêmio da Musica Brasileira 2010 e indicado ao Grammy Latino, mostrou um pouco de suas novas canções, além de embalar a todos com alguns de seus grandes sucessos.











Dividindo o palco com os veteranos José Lourenço (teclados), Dadi Carvalho (guitarra), Billy Brandão (guitarra solo), e os garotos da banda "Filhos de Judith", Pedro Loppez (baixo), Luiz Loppez (guitarra) e Alan Fontenele (bateria), o Tremendão relembrou clássicos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Fama de Mau”, “Mulher” e tantos outros.






E em uma hora e meia de show, agitou um miscigenado público, mostrando que o passar do tempo é uma dádiva, quando se é possível mover gerações em torno de sua música.

Sou Uma Criança, Não Entendo Nada

Erasmo Carlos

Composição : Erasmo Carlos
 
Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...

Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...

Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...

Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...


Fonte: letras.terra

domingo, 22 de maio de 2011

Rendendo-se ao novo...

Dia desses me aconteceu algo muito interessante. Me interessei por um artista só de ouví-lo conversar, antes mesmo de conhecer sua música.

Sabe aquelas pessoas que passa uma serenidade, uma paz de espírito e que te prende onde você estiver? Foi assim que me senti quando ouvi Túlio Borges em entrevista ao Galeria da Rádio Cultura, a semana passada. 

Aos poucos fui descobrindo quem era ele, um brasiliense que lançou seu primeiro disco "Eu Venho Vagando no Ar" o ano passado, que estuda música desde criança, pianista, tradutor, vencedor do Troféu Cata Vento como melhor cantor de 2010,  e apaixonado pelo que faz.




Naquela quinta-feira, dia da entrevista,  eu estava com um ingresso para uma apresentação, do também encantador Renato Braz, no Sesc Pinheiros, mas participando de um evento no Sesc Vila Mariana, onde coincidentemente Túlio Borges se apresentaria. Foi aí que decidi por "trocar" o Renato pelo Túlio, na certeza de que não estava fazendo a coisa errada.

E depois de um dia exaustivo fui até o auditório do Sesc, conferir de perto àquele que pelo rádio já havia me feito tornar fã. 


Uma apresentação simples, com músicas lindas, na voz de Túlio Borges, que tem muita história para ser narrada ainda. E no final, pra fechar melhor a noite, ainda tive o prazer de cumprimentá-lo pelo belo trabalho.



Zorro

Túlio Borges

Composição : Túlio Borges / Vytória Rudan

Eu quero amar você e vou
Mas tenho que aprender quem sou
Achar dentro de mim o mapa
Parar com o choro
Te entregar meu ouro

Se eu não me perdoar eu morro
Nem Krishna, nem Deus, nem Zorro
Socorrerá, sou eu que escolho
Se cuido de mim, se corro

Eu quero amar você e vou
Mas tenho que esquecer a dor
O medo de perder não faz sentido
Ficar assim triste comigo

Se eu não puder chegar cedinho
Espere mais um bocadinho
Que eu trago anjos e cupidos
Há muito tempo fomos prometidos

Eu vou amar você, eu quero
O que for pra esperar, espero
Sereno como o tempo, lento
Meu acalento, nosso amor eterno
(Vento leva pra ela esse nosso acalento)


Fonte: letra.terra

domingo, 15 de maio de 2011

No "Paraíso" com Bruno De La Rosa...

E Bruno de La Rosa e seu violão, acompanhado do piano de Marcos Alma, deu o ar de sua graça na Estação Paraíso do Metrô na última sexta-feira. 

Às 19 horas, em meio ao ir e vir dos paulistanos apressados, muitos reservaram alguns minutos de seu precioso tempo para dar uma conferida na bela voz que inundava o ambiente.


Infelizmente, e ainda não me perdoei por isso, cheguei atrasada e peguei apenas os momentos finais, não pude vê-lo dividindo o palco com a inglesa Imi, com quem ele está trabalhando em um projeto e trará novidades em breve.

Mas o pouco que vi foi o suficiente para afirmar a boa impressão que já tinha tido, na primeira vez que o vi, no show Histórias e Canções: Toquinho, na Livraria da Vila.

 
Bruno apresentou algumas de suas canções próprias e disse não ter preparado um repertório, de fato talvez era para ter sido mesmo algo quase improvisado, no estilo músico de rua.







 

E mesmo com toda beleza, senti falta de algumas de suas grandes releituras, o que por outro lado só me induz a querer, em breve, ir vê-lo novamente.













sábado, 14 de maio de 2011

Impecável!

Tatiana Parra estreou na carreira artística aos cinco anos de idade, começou cantando em peças publicitárias, gravou jingles e Cd's infantis com Helio Ziskind, e tem participações registradas em shows e discos de nomes que vão de Ivan Lins, Rita Lee, Toquinho, Chico Pinheiro, entre muitos outros. 

Teve seu primeiro álbum denominado "Inteira" lançado em 2010, e agora divulga seu mais novo trabalho o CD "Aqui", resultado da parceria com o músico argentino Andrés Beeuwsaert.

E em meio a essa extensa trajetória artística só fui ter a chance de conhecer seu trabalho na última quinta-feira em uma belíssima apresentação no Sesc Vila Mariana. A convite de duas novas amigas que conheci no show "Histórias e Canções - Toquinho", fui até lá com a certeza de que valeria a pena.



O show de divulgação do trabalho feito com Andrés Beeuwsaert, contou com a participação da flauta de Léa Freire, o violão de Conrado Goys, violoncelo de Heloísa Meirelles, e a especial voz de Ivan Lins. 


 
No palco, Andrés e seu piano embalou a linda voz de Tatiana, que em ritmo jazzistico trouxe um emocionante olhar para canções como Estrela da Terra de Dory Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro, Tankas de Pedro Aznar e o clássico Carinhoso de Pixinguinga e João de Barro.








Uma apresentação de encher os olhos e os ouvidos, de uma artista completa, que mesmo com anos de estrada, merece ser destacada, para que assim como eu, outros possam se encantar com sua bela arte. 

Choro das Águas

Ivan Lins

Composição : Ivan Lins / Vitor Martins
 
Esse meu choro não cabe no peito
Arde por dentro e rola na face
Molha por fora e estraga o disfarce
Lava esse coração
Esse meu choro é muito doído
Me corta a fala, me tapa os ouvidos
Me fere os olhos com vidro moído
Sangra esse coração
Esse meu choro é o choro das águas
Que lava as telhas, que rola nas calhas
Que pinga nas bicas e deságua na gente
Afoga esse coração.


Fontes: Tatiana Parra (site oficial) / letras.terra

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não chores pelo "Leite Derramado"...

                
Feliz daquele que conseguir preservar as memórias quando a velhice chegar...
Em resumo é disto que se trata o premiado livro de Chico Buarque, "Leite Derramado".

Um homem em seus dias finais desata a recordar de seus melhores e piores momentos de vida, com misturas de alucinações e verdadeiras memórias.

Eulálio d'Assumpção Palumba, em sua narrativa, por muitas vezes nos faz questionar se está sendo ou não ouvido, pelos poucos que o cercam.

Família, amor, dinheiro, perdas, ganhos, descobertas. Relato ficcional que poderia ser de qualquer um que passa por nós todos os dias, mas que não conhecemos nada.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nara!

E no último sábado fui ao Teatro Jaraguá, ali, bem no centro de São Paulo, ver a belíssima performance de Fernanda Couto, interpretando, e porque não dizer, incorporando, Nara Leão.

O espetáculo musical Nara, está em cartaz há um ano, inicialmente em São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro, e agora de volta a grande metrópole.

De acordo com a própria Fernanda, a peça nasceu como num sonho, "poucos anos atrás, acordei com o nome Nara Leão sendo soprado nos meus ouvidos". A partir daí ela passou a estudar a vida e obra de Nara e se identificou ainda mais.

E é no palco que podemos ver refletido toda essa semelhança, não só na aparência física e até mesmo de timbre, mas também na doçura e graça.






Fernanda, acompanhada de Rodrigo Sanches, William Guedes e Guilherme Terra, nos faz viajar no tempo, embalados com belas canções dos grandes nomes da nossa música,  e nos mostra toda a importância para a história desta que foi considerada a musa da Bossa Nova.




Musical Nara
Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h.
Teatro Jaraguá - Rua Martins Fontes, 71, Bela Vista. - Tel. (11) 3255-4380
Ingressos: De R$ 40,00 a R$ 50,00.
Não recomendável para menores de 8 anos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Encontros Inusitados

E não é que em meio a euforia de minha viagem de férias, esbarro com Dinho Nunes nos corredores do aeroporto. Nesse imenso mundo que é São Paulo, é mesmo gratificante poder reencontrar pessoas bacanas, poder trocar ideias e o melhor, nem ver o tempo passar quando ainda nos resta algumas horas para o embarque.

Dinho, como já disse antes é músico, e tem na família o baixista Fernando Nunes, que hoje faz parte da banda de Zeca Baleiro.

Conversa vai, conversa vem, ele me pergunta se já tenho seu disco, com um não como resposta, ele busca nos bolsos de sua mala, e lá está, um único CD esperando para chegar as minhas mãos. Passei uma semana com o CD na mochila, com muita vontade de poder ouví-lo, mas só pude fazê-lo quando cheguei em casa, aliás, uma das primeiras coisas que fiz.

Abduzido é o nome do disco, lançado há um ano e que traz em suas 12 faixas, uma pitada de reggae, rock, romance e pop. Um novo nome da música brasileira que chega por aí e que vale muito a pena ser conhecido.



1 - Quase Zen
2 - É Tudo Que a Gente Quer
3 - Eu Acredito
4 - Amar
5- Chegou o Sol
6- Jeito de Viver
7- Dia de Festa
8 - Happy Blues
9 - Pop
10-Abduzido
11- Tao te Ching
12- Ser Feliz




Amar
Dinho Nunes / Fernando Nunes

Uhuhu, uhuhu
Quando você me ouviu cantar
Jamais imaginei 
Que os ventos iriam mudar
Que os meus olhos íam brilhar
Sempre ao te ver

E o tempo assim parou
Pra gente entender
Que amar é bom
Abra as portas do castelo
Não há nada mais o que temer

Eu digo sim, às vezes você diz que não
Pois já maltrataram tanto o seu coração
Outros dizem que, isso pode ser ruim
Que não vá correr o risco pra ser feliz
Uhuhu

E a mensagem que chegou
Veio como um beijo
A distância aproximou
Você aqui no meu peito

Tudo certo bem mais perto
Sem medo e sem pudor
Que amar é bom
Sem os muros do castelo
Tudo se transmutará em amor

Eu digo sim, às vezes você diz que não
Pois já maltraram tanto o seu coração
Outros dizem que, isso pode ser ruim
Que não vá correr o risco pra ser feliz

Uhuhu

Se o universo já conspirou
O verão acaba e o sol não vai se pôr

Isso nos faz viajar
E então percebemos
Que amar é bom
Te salvarei da torre do castelo
E pra sempre desta dor

Eu digo sim, às vezes você diz que não
Pois já maltraram tanto o seu coração
Outros dizem que, isso pode ser ruim
Que não vá correr o risco pra ser feliz

Uhuhu