quarta-feira, 16 de março de 2011

Paixão pelo que faz!



A cada nova apresentação dos shows que tenho ido me vejo surpreendida com o trabalho dos músicos que acompanham os cantores.  E como comentei no post anterior, o destaque desta vez vai para Reppolho, percussionista da banda de Moraes Moreira.


Com um invejável currículo, Givaldo Santos, o Reppolho, está na ativa há mais de 30 anos e já esteve ao lado de grandes nomes como Gilberto Gil, Gal Costa, Milton Nascimento, Robertinho Silva, João Bosco Nana Caymmi, Elba Ramalho, Tim Maia, Elza Soares, entre outros.


E com toda sua sua irreverência e desenvoltura, me vi por diversas vezes com a atenção totalmente voltada para àquele que brilhava no palco, responsável não só pela batida perfeita, mas também por  transmitir uma energia contagiante ao público.





segunda-feira, 14 de março de 2011

A Bahia sem idade...

Moraes Moreira é mais um daqueles que me faz companhia desde meus tempos de infância, e nada mais gratificante do que poder prestigiar àquele que é considerado como um dos pioneiros a liderar um trio elétrico.


Ao lado de grandes músicos dentre eles o irreverente Reppolho na percussão, que com seu show a parte merece até mesmo um post especial e seu filho Davi Moraes nas guitarras, o baiano lotou o Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros e fez todo mundo balançar ao som de grandes clássicos como "Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira", "Eu Também Quero Beijar", "Pombo Correio" e muitos outros.


O show intitulado Sonhos Elétricos faz parte das comemorações de seus 41 anos de carreira, e do lançamento do livro de mesmo nome. Segunda publicação do cantor, este livro traz crônicas, cordéis, fotos e letras de músicas que relatam um pouco da história de Moraes em sua carreira solo após anos dividindo palco com os Novos Baianos.
 


Com quase duas horas de apresentação, permancer sentada foi realmente uma tarefa muito difícil, quando uma plateia em peso sentia o fervilhar do palco num pós carnaval, cheio de estilo e numa "folia" da melhor qualidade.  



Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira

Moraes Moreira

Composição: Pepeu Gomes/ Moraes Moreira
 
Quem desce do morro
Não morre no asfalto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na bola, no samba, na sola, no salto
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
Na sua escola é a passista primeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira
No equilíbrio da lata não é brincadeira
Lá vem o Brasil descendo a ladeira

E toda cidade que andava quieta
Naquela madruga acordou mais cedo
Arriscando um verso, gritou o poeta
Respondeu o povo num samba sem medo
Enquanto a mulata em pleno movimento
Com tanta cadência descia a ladeira
A todos mostrava naquele momento
A força que tem a mulher brasileira



Fonte: letras.terra

terça-feira, 8 de março de 2011

Para ler e ouvir...

E após exatos quatro meses consegui finalizar a leitura da obra Histórias de Canções de Toquinho, de autoria de João Carlos Pecci e Wagner Homem.

Como relatei na época do lançamento, o livro traz  deliciosas histórias sobre canções de Toquinho, um dos mais importantes nomes da música brasielira.

 
Histórias essas que certamente não seriam as mesmas não fosse a ilustre presença de Vinicius de Moraes em grande parte delas. Do lançamento de "Vinicius de Moraes en la Fusa con Maria Creuza y Toquinho" em 1970 até "Um Pouco de Ilusão - Toquinho/Vinicius" em 1980, foram dez álbuns em dez anos de uma parceria que marcou época.


Não esquecendo é claro, que Toquinho também teve destaque com seus trabalhos solo, e outras importantes parcerias como Chico Buarque, Jorge Benjor e o conhecido ator, que para a minha surpresa também compunha, Gianfrancesco Guarnieri, além de muitos outros.



Seu talento foi descoberto logo cedo, e veio em decorrência de uma desilusão com o time do coração, o Corinthians. "Triste com com a derrota do time, o pequeno corintiano pegou o violão da prima, foi para um cantinho e pôs-se a descobrir o instrumento..."(Cap. 1- Pag. 13). E desde então nunca mais se viu longe do precioso instrumento que o fez ganhar rumos jamais esperados.



As composições vieram logo na sequência, declarações de amor, homenagens, melodias para poemas, desabafos e tantos outros temas foram peças chaves para se fazer este enredo tão perfeito.


Um livro que te induz não só a ler, mas a cantar, a querer ouvir e sentir toda a energia passada em cada obra criada, tornando se impossível escolher a melhor canção ou a melhor história.

E em meio a tantas belas composições me peguei questionando qual delas ilustraria este post. Foi então que decidi que nada mais justo do que a primeira obra da dupla. A música "Como Dizia o Poeta", com melodia de Toquinho, baseada num tema de Albinoni (1671-1751) e letra de Vinicius.

Lançada em 1971, num período complicado para do Brasil, onde vivia-se no medo constante da censura, mas que como relata o próprio Toquinho "... a música era harmoniosa, não tinha nada para ser censurada nem era conivente com o governo ou com o que estava acontecendo..." (Cap. 5 - Pág. 54) E foi assim que tudo começou...


 


Como Dizia o Poeta

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
 
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão



Fonte: Livro: Histórias de Cancções de Toquinho - João Carlos Pecci e Wagner Homem - Editora Leya


sábado, 5 de março de 2011

Sentindo Encanto

E como não poderia faltar, trago aqui mais um registro da apresentação de Paulinho Moska, no Auditório Ibirapuera.


 
Acompanhado por sua banda, e aproveitando de toda a perfeita estrutura que o teatro disponibiliza, Moska mais uma vez trouxe ao público o prazer de vê-lo no palco.











E desta vez a noite se tornou ainda mais especial, pois com acesso livre aos camarins, pude afirmar aquilo que eu já havia constatado. Nitidamente feliz, Moska recebeu seus fãs com um sorriso no rosto e tendo sempre algo para contar, e como ele mesmo disse a mim, dividir.



"O show é como um jogo de ping pong, há uma troca entre o artista e o público. Se o público é bom e receptivo o show torna-se ainda melhor". Paulinho Moska





Sinto Encanto

Paulinho Moska

Eu ouço sobre o amor e me calo
Eu não quero nem saber
O que me espera
Eu acelero
Tomo um gole do que eu não conheço
E meu primeiro porre
Será um mistério imenso
Eu vim do avesso
Reverso do que era aceito
Ninguém sabe tudo
Nada é perfeito

Eu escuto fora
Com o ouvido de dentro
Eu me alimento
Do meu silêncio
E canto
Porque sinto um encanto
Sinto e canto



Fonte: letra.terra

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um pouco mais...


Como adiantei no post anterior, volto a falar de Roberta Campos, por aqui. A mineira de Caetanópolis que chegou em São Paulo em 2004, que respira música desde criança, e que "deu as caras" montando seu primeiro álbum Para Aquelas Perguntas Tortas totalmente independente. Roberta foi responsável, além da produção, pela divulgação e contato direto com o público através do MySpace, Facebook e Twitter.












Totalmente envolta as novas tecnologias teve seu trabalho apreciado pela Rádio Nova, em especial a faixa "Mundo Inteiro", que passou a ser tocada em diversas outras emissoras. Há cerca de um ano, Roberta fechou contrato com a Deckdisc, lançando seu segundo trabalho o Varrendo a Lua que traz dez faixas, sendo nove delas, de sua autoria. 



O disco conta também com a participação de Nando Reis, na canção "De Janeiro a Janeiro", aliás a primeira de Roberta que ouvi no rádio, e a regravação de "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor", dos conterrâneos Milton Nascimento e Lô Borges, que ela aprendeu a apreciar desde cedo.




E é assim, caminhando a passos curtos, com precisão, determinação e vontade de crescer, que aos poucos ela vem ganhando seu merecido espaço.

E como ela revelou, em entrevista dada ao Galeria na Rádio Cultura em maio do ano passado, ter mais de duzentas composições prontas, e que basta a ideia vir para as canções serem criadas, só resta esperar que em breve possamos ouvir todas essas e mais tantas que estão por vir e nos felicitar por ter mais uma linda voz cheia de talento em nossa música.













De Janeiro a Janeiro

Roberta Campos


Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar



Fonte: Radio Cultura Brasil, O Globo, letras.terra

terça-feira, 1 de março de 2011

A Flor da Pele...

Todos que me acompanham sabem da admiração que tenho pelo trabalho de Paulinho Moska, e mesmo sabendo de sua apresentação, desta vez no Auditório Ibirapuera, já havia reservado para o mesmo dia meu ingresso para ver João Bosco no Sesc Pompeia. 


Mas após um convite mais do que especial, que aconteceu através de algo que eu chamo de ponte, fui pela quarta vez ver o "Muito e Pouco" de Moska.



No seu último show no Sesc Belenzinho, conheci Gizelle Zamboni, a advogada twitteira que cria redes e blogs coletivos, que ama música e poesia, e que encantada com as fotos que fiz, as mostrou para Dandy, o Poeta Cantador, que também está na rede, com composições que nos faz pensar e estilo próprio, este por sua vez é amigo da cantora Roberta Campos, convidada para uma participação no show do Moska.



Laços criados, passei a conhecer mais o trabalho de Roberta, na qual falarei mais na próxima postagem, passei então a seguí-la no twitter, a adicionei no facebook, que já se encontra no segundo perfil, tamanho o número de fãs e admiradores. E eis que numa certa tarde recebo um convite dela para este show.


Naquele momento tive certeza de que deveria sim ir vê-la no palco, coincidentemente ao lado de um dos meus ídolos, e o melhor em companhia de seu amigo pessoal.




Com ingresso comprado para a fileira L e poltrona 52, me muni com minha câmera e fui até lá com a melhor das sensações, e para a minha surpresa, uma pessoa não pode comparecer, e me vi então na primeira fila, de frente para o palco, tendo a minha direita seu amigo Dandy e a minha esquerda o esposo de Roberta, ambos ansiosos por aquele momento que soava como estreia, e que levou um Auditório lotado a fortes emoções...










Aqui, Ali

Roberta Campos

Composição: Roberta Campos
 
vou ficar
o tempo que preciso for
pra te dar todo o amor necessário

vou correr
por toda terra a procurar
seu olhar e o sorriso que é tão raro

a vida me fez pra ser feliz
e o teu coração me diz o mesmo

vou chorar
às vezes vou sorrir de amor
ser assim trazer o lado bom das cores

vou somar
os restos que você deixou
melhorar, reparando minhas dores

a vida me fez pra ser feliz
e o teu coração me diz o mesmo

solidão partiu, agora só você e eu aqui
solidão partiu, agora só você e eu aqui, ali
pra ser feliz, pra viver, pra sonhar
pra sorrir ou chorar, assim, pra sempre




Fonte: youtube, letras.terra