terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Ano dos Centenários!

Em 2010 dois grandes nomes da nossa música completariam 100 anos: Noel Rosa e Adoniran Barbosa. Sem dúvida 1910, como disse uma vez meu amigo Baptistão, foi um ano pra lá de fértil, e todas as comemorações e homenagens direcionadas a eles são mais do que merecidas.

O sambista Noel Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910, com saúde debilitada partiu cedo, em 1937, aos 27 anos. Viveu pouco, mas deixou obras fundamentais para a história do samba e da música brasileira, foram mais de 300 composições entre elas “Com que Roupa?” e “Pra quê Mentir?”.

Nascido em 6 de agosto de 1910, Adoniran Barbosa era tão bom ator, além de cantor e compositor, que seu verdadeiro nome João Rubinato, foi praticamente esquecido, deixando prevalecer o nome de um de seus personagens.  Dono dos clássicos como “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze”, sucessos nas vozes do grupo Demônios da Garoa, faleceu aos 72 anos, em 1982.


Em comum ambos tinham a vida boêmia, o samba na veia, a paixão pela música e a incrível capacidade de criar clássicos que permanecerão entre nós para sempre. 


Trem das Onze
Adoniran Barbosa
Composição: Adoniran Barbosa 
Não posso ficar nem mais um minuto com você
Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã,
Se eu perder esse trem
Que sai agora as onze horas
Só amanhã de manhã.
Além disso mulher
Tem outra coisa,
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar,
Sou filho único
Tenho minha casa para olhar
E eu não posso ficar.

Com que Roupa ?
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa 
Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa

Eu pergunto com que roupa
Com que roupa . . .eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa . . .eu vou
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou

Seu português, agora, deu o fora
Já foi-se embora e levou seu capital
Esqueceu quem tanto amou outrora
Foi no Adamastor pra Portugal
Pra se casar com a cachopa

Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo
Desta praga de urubú
Já estou coberto de farrapos
Eu vou acabar ficando nú

Meu paletó virou estopa
Eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou . . .

Fonte: letras.terra, wikipédia

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tempos que não voltam mais...

Existem músicas que nos remetem a algumas memórias, e às vezes dói só de ouvir, não por serem lembranças ruins, mas por fazer parte de uma fase marcante de nossa vida que ficou para trás e não voltará jamais.

Pra mim a música, a banda, a voz que me toca profundamente sempre que ouço é a de Renato Russo e sua Legião Urbana. Quando ouço o ícone do rock, o grande poeta de voz inconfundível, que já foi até citado por aqui, viajo para histórias que vão desde grandes amizades, tristes perdas, distanciamentos e saudade.





E para evitar o desgaste emocional andei evitando contato com suas obras, até ser surpreendida por Leila Pinheiro,  e seu lindo álbum, “Meu Segredo Mais Sincero” e desde que o ouvi pela primeira vez tenho conseguido me superar.


As releituras feitas para as músicas de Renato estão ainda mais tocantes, talvez seus fiéis seguidores nem aceitem bem uma voz feminina em cima de marcas registradas da banda como “Índios”, “Há Tempos”, “Pais e Filhos” e o destaque "Hoje" composta por Renato e Leila, mas pra mim ficou lindo, mesmo com todo o toque dramático e com a tristeza da alma, que tende a surgir.  




01. Ainda é Cedo
02. Índios
03. Quando Você Voltar
04. O Teatro dos Vampiros
05. Angra dos Reis
06. Daniel na Cova dos Leões
07. Hoje
08. Pais e Filhos
09. Tempo Perdido
10. Há Tempos
11. Metal Contra as Nuvens
12. Eu Sei
13. Andréa Dória
14. La Soletudine

Hoje

Legião Urbana

Composição: Renato Russo/ Leila Pinheiro 
 
Deixa de lado essa pobreza
De quem insiste em julgar e explicar
Não vou poder calar meu coração
E essa saudade vem mansinha
Querendo me avisar
Acho que a gente é que é feliz
Deixa que falem
Eles não sabem
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que senti
Acho que a gente é que é feliz
Queria ter a carta natal do universo
E ver se entendia alguma coisa
O que espero da minha vida
O que quero na minha vida
Bom tempo
Muito tempo
Acho que a gente é que é feliz

Fonte: letra.terra




domingo, 5 de dezembro de 2010

Gostinho de infância


O que acontece quando brinquedos são colocados nas mãos de adultos cheios de talento e criatividade?

Uma explosão de boa música com afinações inimagináveis, tiradas de apitos, bichos de pelúcia e miniaturas de instrumentos musicais.



O novo trabalho da banda mineira Pato Fu, intitulado “Música de Brinquedo”, é uma mistura de tudo isso, tendo como complemento especial à delicada voz de Fernanda Takai, que em minha opinião é capaz de se encaixar em qualquer música que se arrisca a cantar.


Convidados ilustres para inaugurar o teatro do novo Sesc Belenzinho, a banda contou com a participação dos bonecos do Giramundo, substituindo as vozes das crianças que participaram do CD, uma delas aliás é  Nina, filha do casal Fernanda e  John Ulhôa.





Expondo quase todo o repertório do novo álbum que traz regravações como "Primavera" de Tim Maia, "Frevo Mulher" de Zé Ramalho, além de clássicos internacionais como "My Girl" de Temptations e "Live and Let Die" de Paul McCartney, e ainda arriscando dois de seus clássicos, “Eu” e “Sobre o Tempo”, com seus instrumentos inusitados, o show foi perfeito para reunir amigos e família num sábado ensolarado cheio de magia e diversão.






Bryan:
Ive got sunshine on a cloudy day
When its cold outside
Ive got the month of May
Bryan (All):
I guess youd say
What can make me feel this way


My girl (my girl, my girl ooh)
Talkin bout my girl
(My girl)


Shane:
Ive got so much honey
The bees envy me
Ive got a sweeter song
Than the birds in the trees


Shane (All):
Well, I guess you say
What can make me feel this way


My girl (my girl, my girl ooh)
Talkin bout my girl
My girl


Ooh
Hey hey hey
Hey hey hey
Ooh yeah


Mark:
I dont need no money
Fortune or fame
Ive got all the riches baby
One man can claim
Mark (All):
Well, I guess you say
What can make me feel this way


My girl (my girl, my girl, ooh)
Talkin bout my girl
My Girl
Talkin bout my girl


Ive got sunshine on a cloudy day
With my girl,
I even got the month of May
My girl
Talkin bout
Talkin bout
My girl
Talkin bout my girl


Fonte: letra.terra

sábado, 4 de dezembro de 2010

Seres de Sagitário

Quatro de dezembro é pra mim uma data importante desde que "me entendo por gente", afinal é o dia do aniversário da minha irmã mais velha, que hoje completa 35 anos. 

Tempos depois, há sete anos atrás, sofremos uma grande perda familiar, nesta mesma data. 

Idas e vindas, seguindo a lei da natureza, eis que há exatamente um ano fomos presenteados com a chegada do meu sobrinho Arthur, que hoje divide o aniversário com a tia Andréa.



Alegrias e tristezas, lembremos com saudades daqueles que nos deixaram, e comemoremos mais um ano daqueles que permancem preenchendo nossas vidas.


Ser De Sagitário

Adriana Calcanhotto

Composição: Péricles Cavalcanti
 
Você metade gente
e metade cavalo
Durante o fim do ano
cruza o planetário

Cavalga elegância
Cabeça em pé de guerra mansa
Nas mãos arco e flecha
Meu coração
Aguarda e acompanha
seu itinerário
Até o fim do ano
ser de sagitário

Fonte: letras.terra

Ainda falando de Samba...

Na quinta-feira, 2 de dezembro, recebi os dois Cd's que ganhei ao participar esta semana do programa Galeria da Rádio Cultura, participação ao vivo, diga-se de passagem, afinal não basta só trabalhar tem que participar.

Como já disse aqui antes, trabalho com monitoramento de mídia, melhor dizendo monitorando a Rádio Cultura, e não perdi a oportunidade de ligar pra lá assim que o âncora Alexandre Ingrevallo avisou que o canal estava aberto para os ouvintes. 

Naquele dia aliás fui premmiada duas vezes, o primeiro prêmio foi um par de ingressos para ver a apresentação de Paulo Miklos do Titãs com o Quinteto Branco e Preto em homenagem a Noel Rosa, no Centro Cultural Banco do Brasil. 

É daria um ótimo post, eu sei, até arrastei minha amiga Bruna comigo, mas saimos às 12h30 do trabalho e o show começava às 13h, chegamos com dez minutos de atraso e não nos deixaram entrar, paciência.

Mas voltando a falar dos CD's, justamente no dia do samba, recebo duas obras voltadas justamente para este tema: de Mário Adnet "O Samba Vai" e do Samba de Rainha "Contrariando a Regra". Confesso que não conhecia nenhum deses trabalhos, talvez ouvido uma música ou outra, mas pra mim era tudo novidade.



01. Contrariando a Regra
02. Sem Moral
03. Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua
04. Samba de Ninar
05. Não me Amarra Não
06. Bem Casual
07. Esperando Você
08. Dia de Alegria
09. É Preciso Crer
10. Que Mal Tem?
11. Pessoa Interessante
12. Paracumque


O primeiro que peguei para ouvir foi o "Contrariando a Regra", do Samba de Rainha e logo de cara a capa me chamou a atenção, afinal o grupo é formado só por mulheres. 

Pesquisando descobri que são cantoras, compositoras e instrumentistas muito conhecidas na noite paulistana, "as rainhas" dominam muito bem o que fazem, um samba novo, alguns dançantes como a música que entitula o álbum, vozes harmoniosas, muito gostoso de se ouvir.



 
01. Sem Tirar Nem Pôr
02. Domingo de Verão
03. Fred Astaire do Samba
04. Dilema
05. O Samba Vai
06. À Toi
07. Céus e Mar
08. Luar do Meu Bem
09. Dois Orfeus
10. Fazer Samba pra Você
11. Um Samba na Madrugada
12. Valsa Exaltação





Mário Adnet, embora eu não soubesse, é das antigas, já dividiu trabalhos com Joyce, Leny Andrade, Paulo Moura, Ivan LIns e ninguém menos que Tom Jobim, e foi justamente nessa parceria que alavancou sua carreira em 1994. 

Violinista, cantor e compositor, Adnet, traz neste, que é seu primeiro disco inteiramente cantado, todos os outros traziam também faixas instrumentais, um samba tranquilo com algumas melodias que me fizeram lembrar o grande Pixinguinha.

Bom, ao menos não sai no prejuízo, me entristeci ao perder o show, mas fui recompensada com duas obras primas.  

Contrariando a Regra

Samba De Rainha

Composição: Chiquinho dos Santos
 
Muita gente falou
Que o samba não ia durar
Teve até quem contou
Que a gente já era
Um fulano falou...
O samba já foi moda
Olha nós aí contrariando a regra

O samba é...
O elo que uniu a gente
O samba é...
O lado humano da nossa corrente
A gente não tem planos
Segue o rumo que ele nos dá
O samba é nossa vida
E nossa vida é sambar

O samba vai...
Nadando contra a correnteza
O samba faz...
Da voz a nossa fortaleza
A gente não tem planos
Segue o rumo que ele nos dá
O samba é nossa vida e nossa vida é sambar

Olha nós aí!
A gente não se entrega
Olha nós contrariando a regra

Fonte: letras.terra, Biscoito Fino

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje é dia do Samba!


O samba tem um dia só para ele e eu nem sabia, pra mim poderíamos comemorá-lo sempre, afinal uma dose diária de samba não faz mal a ninguém.

O bom samba de raiz, de batucada forte, com cavaquinhos, cuicas, tantãs, tamborins, surdos e pandeiros. Daquele que faz o corpo todo estremecer, que começa com um simples balançar de pé, até te dominar e quando se vê, já está completamente envolvido por uma energia inexplicável.

Não precisa ter samba no pé pra sentir isso, basta ter os ouvidos aguçados, e como já diria o saudoso Dorival Caymmi em Samba da Minha Terra, "Quem não gosta de samba bom sujeito nã é, é ruim da cabeça ou doente do pé..."

Um viva ao samba, um dos ritmos que mais tenho orgulho de dizer ser tipicamente brasileiro!

 

A Batucada dos Nossos Tantãs

Fundo de Quintal

Composição: Sereno, Adilson Gavião, Robson Guimarães
 
Samba, a gente não perde o prazer de cantar
E fazem de tudo pra silenciar
A batucada dos nossos tantãs
No seu ecoar, o samba se refez
Seu canto se faz reluzir
Podemos sorrir outra vez

Samba, eterno delírio do compositor
Que nasce da alma, sem pele, sem cor
Com simplicidade, não sendo vulgar
Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural
O samba floresce do fundo do nosso quintal

Este samba é pra você
Que vive a falar, a criticar
Querendo esnobar, querendo acabar
Com a nossa cultura popular

É bonito de se ver
O samba correr, pro lado de lá
Fronteira não há, pra nos impedir
Você não samba mas tem que aplaudir

Fonte: letras.terra

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Você se lembra?

Quando eu era criança alguns ícones da música me chamava muito a atenção, e sempre que apareciam na TV, nos famosos programas de auditório da época, como Chacrinha, sim eu vi Abelardo Barbosa no ar, Programa do Bolinha, Viva a Noite, entre outros, eu parava tudo que estava fazendo para prestigiá-los.



Wando, Sidney Magal, Luiz Caldas, hoje no hall dos cantores bregas, além de Sivuca, Perla e As Irmãs Galvão, eram figuras carimbadas e eu gostava de ouvir suas músicas e ver suas performances e até extravagâncias.


O violão e a voz romantica de Wando, adorava o "meu iaiá meu ioiô", de "Fogo e Paixão", o jeito de cigano caliente de Magal, e os pés descalços e cabelos rebeldes de Luiz Caldas com sua "Tieta". Sivuca era quase um "Papai Noel" dedilhando sua sanfona, a paraguaia Perla e seus cabelos de índia, e as  irmãs Mary e Marilene, Irmãs Galvão, hoje só "As Galvão", que formavam uma dupla sertaneja feminina, tão raro naquela época. Dia desses as vi no programa de Inezita Barroso da TV Cultura, e fiquei muito feliz ao saber que ainda estão na ativa.


Dos citados, só Sivuca não está mais entre nós, todos os outros ainda aparecem pela mídia a fora, com carreiras um pouco apagadas, mas ao menos por mim, jamais esquecidas.

Fogo e Paixão

Wando

Composição: Rose
 
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...(2x)

Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Eu sou fogo
Você é paixão...

Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...

Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Você é fogo
Eu sou paixão...

Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...

Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão...(2x)  
Fonte: letras.terra